4 dicas infalíveis para importar sem dor de cabeça

Não é surpresa para ninguém que o Brasil é repleto de burocracias, normas confusas, tributos e multas. Se você está pensando em importar, é preciso saber como evitar futuras dores de cabeça.

Ao assumir a responsabilidade de trabalhar com comércio exterior, é obrigatório lidar com o tratamento administra, carga tributária e procedimentos alfandegários. Estes pontos são considerados os mais desafiadores para as operações de importação. Continue lendo para entender mais sobre eles.

1. Tratamento administrativo

A classificação fiscal é o primeiro assunto a ser tratado dentro de uma importação. No comércio exterior, essa classificação pode ser conhecida como NCM (saiba mais lendo nosso artigo sobre).

O tratamento administrativo é bem mais profundo. É importante conhecer as demandas do seu produto, se ele precisa de registros, licenças, autorizações, tributos ou análises específicas. Analisando esses pontos, o procedimento é realizado de forma mais rápida e com menos obstáculos.

Normalmente, os produtos que mais demandam atenção burocrática são os alimentos, os químicos e os cosméticos. Para importar este tipo de produto, é preciso ter certificados específicos, como o da Anvisa, que consome um grande investimento da empresa.

2. Licença de importação no Brasil

Diversos produtos possuem restrição para embarque, no Brasil. Isso acontece pela exigência da LI (Licença de Importação), que se divide em três situações: dispensadas, automática e não-automática.

a) dispensadas: não há exigência de qualquer autorização prévia e o produto já pode ser embarcado sem problemas.

b) automática ou não automática: é preciso que seja preenchido um formulário eletrônico no Siscomex e espere a resposta do Órgão Anuente.

Este registro e a análise serão processados pelo órgão anuente no Siscomex, e servem para licenciar as importações sujeitas a controle dos órgãos governamentais. A LI deve, obrigatoriamente, ser obtida antes do embarque e tem prazo de validade de 60 dias para embarque, a partir da data de autorização.

3. Carga tributária

A quantidade de tributos de uma operação pode assustar quem está começando no setor de comércio exterior. Para importar no Brasil, é preciso entender que a carga tributária é alta e pode dobrar ou triplicar o preço original do produto.

Dentro dos tributos, estão englobados o Imposto de Importação, IPI, PIS, Cofins (tributos federais) e o ICMS (o tributo estadual). A Taxa de Utilização do Siscomex deverá ser paga também, pelo uso do sistema da RFB.

4. Obrigações alfandegárias

Quais são as exigências, as obrigações que você deve cumprir para que sua mercadoria seja liberada na alfândega? É muito importante você conhecer todas para evitar problemas no seu negócio.

Aconselhamos a contratação de um despachante aduaneiro nesta fase, pois ele poderá prestar uma assessoria e um serviço de consultoria para sua operação de importação. importação no Brasil exige: fatura comercial, packing list e conhecimento de embarque, no mínimo. Além de ser preciso o acesso ao Siscomex.

Tendo conhecimento destes desafios, dificilmente você passará por algum perrengue em sua operação de importação. Caso ainda tenha dúvidas, você pode entrar em contato com os nossos consultores eles resolverão seu problema.

Por Julia Onorato

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